Um novo acordo firmado entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Prefeitura de Brumadinho e a Vale tem como foco ampliar oportunidades de trabalho, promover qualificação profissional e fortalecer a economia do município. A formalização ocorreu na sexta-feira, 10 de abril, em Belo Horizonte, e integra ações complementares ao Acordo Judicial de Reparação.
Entre os principais pontos do termo está o aumento da participação de moradores de Brumadinho nas obras de reparação executadas pela mineradora. A meta estabelecida prevê que 45% das contratações e terceirizações sejam destinadas a trabalhadores locais. Atualmente, esse percentual é de 34% em um total de 2.916 empregados, o que pode representar a criação de mais de 300 postos ocupados por moradores, considerando a mesma base de trabalhadores.
Outra medida prevista é o financiamento de 600 vagas em cursos de qualificação profissional, voltados para preparar a população para oportunidades relacionadas tanto às obras de reparação quanto a outras atividades econômicas no município. Para a primeira etapa, foram identificadas 14 funções prioritárias, alinhadas às demandas existentes e previstas para os próximos anos.
O projeto também contará com a participação do Sistema Nacional de Emprego (SINE) de Brumadinho, responsável por receber e divulgar as vagas disponíveis à população. A iniciativa busca ampliar as oportunidades de trabalho e fortalecer o processo de reconstrução social e econômica iniciado após o desastre ocorrido em 2019.
Segundo representantes do Ministério Público, a proposta pretende ampliar as chances de aperfeiçoamento técnico e acesso ao emprego para moradores da cidade, além de incentivar a permanência dos profissionais no município, contribuindo para o desenvolvimento local.
O início dos cursos profissionalizantes está previsto para julho, e o acordo estabelece que empresas terceirizadas da Vale também deverão cumprir a meta de contratação de trabalhadores residentes em Brumadinho.
Além das ações de qualificação e geração de empregos, o termo prevê a realização de uma pesquisa anual de empregabilidade ao longo de quatro anos, a partir de abril de 2026. O estudo terá como objetivo identificar demandas por mão de obra, lacunas de formação profissional e tendências do mercado local, servindo de base para orientar políticas públicas e definir futuras ofertas de cursos.



