Construção de UBS em área histórica gera polêmica em Caeté e vai parar na Justiça

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A construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no terreno da antiga Cerâmica João Pinheiro tem gerado polêmica em Caeté. O espaço, tombado desde 2008 por sua relevância histórica, apresenta atualmente sinais de abandono, com estruturas comprometidas e maquinários deteriorados.

Fundada no fim do século XIX por João Pinheiro, a fábrica foi uma das principais indústrias de cerâmica de Minas Gerais e forneceu materiais para construções importantes, como o Palácio da Liberdade.

A obra da UBS, avaliada em mais de R$ 1,8 milhão, começou em junho de 2025 e deve ser concluída em agosto deste ano. Apesar da importância da unidade de saúde, que deve atender cerca de 8 mil pessoas, moradores questionam a escolha do local e defendem a preservação do patrimônio.

O caso foi parar na Justiça por meio de uma ação popular que pede a suspensão das intervenções até esclarecimentos sobre o projeto. O Ministério Público também ingressou com ação civil pública solicitando medidas emergenciais de conservação do imóvel.

A Prefeitura de Caeté afirma que não haverá demolição e que a UBS será construída em uma área livre do terreno, sem interferir na estrutura tombada. Já o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEFA) informou que o pedido de tombamento estadual ainda está em análise.

Segundo a promotoria, técnicos do município e da empresa responsável garantem que a obra respeitará o distanciamento mínimo e não comprometerá a estrutura da antiga cerâmica.

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