Partido avalia candidatura própria ou aliança com nomes já colocados no tabuleiro, em movimento que pode redesenhar a disputa pelo governo mineiro em 2026.
PL entra em contagem regressiva para definir caminho em Minas
O Partido Liberal entrou em uma fase decisiva para definir qual caminho seguirá na disputa pelo Governo de Minas em 2026. A legenda ainda não fechou uma posição oficial, mas as articulações internas indicam que a decisão não deve demorar. Nos bastidores, o partido discute três possibilidades: lançar candidatura própria, apoiar o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, ou compor com o governador Mateus Simões, do PSD.
A movimentação ganhou força após declarações do presidente estadual do PL em Minas, deputado federal Domingos Sávio. Ele afirmou que o partido precisa definir sua estratégia ainda em maio, antes das convenções partidárias, para evitar que a legenda chegue atrasada ao processo eleitoral.
Segundo informações publicadas por veículos da capital, uma reunião recente do PL mineiro terminou sem consenso. Entre os nomes citados internamente para uma eventual candidatura própria estão o ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, e o empresário e prefeito de Betim, Vittorio Medioli. A avaliação dentro do partido é que, caso o PL opte por ter nome próprio, a construção dessa candidatura precisa começar rapidamente.
Três caminhos na mesa
O primeiro cenário é o lançamento de uma candidatura própria ao Governo de Minas. Essa alternativa daria ao PL maior controle sobre o palanque estadual e permitiria ao partido fortalecer uma identidade própria na disputa mineira.
O segundo caminho passa por uma eventual composição com Cleitinho Azevedo, que tem aparecido como nome competitivo nas pesquisas e se tornou uma peça central nas articulações da direita em Minas. Apesar disso, uma aliança dependeria de costuras políticas mais amplas e da acomodação de interesses entre partidos e lideranças regionais.
A terceira possibilidade envolve uma composição com Mateus Simões, hoje filiado ao PSD. Esse cenário, porém, também depende de conversas nacionais e estaduais, especialmente pelo impacto que a disputa presidencial pode ter sobre a formação dos palanques em Minas.
Peso nacional
A definição do PL em Minas não se limita à eleição estadual. O estado é considerado estratégico para a disputa presidencial de 2026, e a montagem do palanque mineiro pode influenciar diretamente a força da direita no cenário nacional.
De acordo com O Fator, uma nova reunião com a cúpula nacional do PL deve discutir se o partido lançará candidatura própria ou fechará aliança com outro nome. A agenda envolve figuras como Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Domingos Sávio, Rogério Marinho e Valdemar Costa Neto.
Nos bastidores, a preocupação é evitar uma repetição do cenário de 2022, quando o PL lançou Carlos Viana ao governo estadual sem ampla unidade interna. Naquele ano, Romeu Zema só declarou apoio a Jair Bolsonaro no segundo turno, e setores do partido avaliam que a falta de alinhamento desde o início prejudicou o desempenho bolsonarista em Minas.
Impacto regional
Embora a discussão aconteça em Brasília e Belo Horizonte, os efeitos podem chegar rapidamente às cidades do interior, da Grande BH e do Vale do Paraopeba. A decisão do PL tende a influenciar o comportamento de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados e lideranças políticas que já começam a se posicionar para 2026.
Na prática, a escolha do partido pode definir não apenas quem será apoiado na disputa pelo governo estadual, mas também como serão organizados os palanques regionais para deputados estaduais, federais, Senado e Presidência da República.
Para o Data Hoje Notícias, o movimento merece atenção porque Minas volta a ocupar papel estratégico no tabuleiro nacional. A definição do PL pode ser um dos primeiros sinais concretos de como a direita pretende se organizar no estado para a próxima eleição.




