Manual do Eleitor traz informações sobre documentos, e-Título, uso de celular e ordem dos votos; primeiro turno será realizado em 4 de outubro
A nove dias do primeiro turno das Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou nesta semana uma série de orientações para quem vai às urnas no próximo dia 4 de outubro.
As informações fazem parte do Manual do Eleitor 2026, iniciativa da Justiça Eleitoral que reúne conteúdos sobre documentos necessários, uso do e-Título, biometria, aparelhos eletrônicos, propaganda eleitoral e procedimentos que devem ser observados no dia da votação.
O que levar no dia da eleição?
Para votar, o eleitor deve apresentar um documento oficial com foto. O título de eleitor físico não é obrigatório.
Também será possível utilizar o e-Título como documento de identificação, desde que o aplicativo apresente a fotografia do eleitor. A Justiça Eleitoral recomenda que os usuários verifiquem antecipadamente seus dados e o local de votação.
Entre os documentos oficiais aceitos estão a Carteira de Identidade, Carteira de Identidade Nacional (CIN), passaporte, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), carteira de trabalho física e documentos profissionais reconhecidos por lei.
Celular não pode entrar na cabine
Quem pretende apresentar o e-Título pelo celular deve ficar atento a uma regra importante: o aparelho não poderá ser levado até a cabine de votação.
Antes de se dirigir à urna, o eleitor deverá desligar o celular e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora.
A restrição também alcança outros dispositivos capazes de registrar ou transmitir imagens e informações, como câmeras, filmadoras e relógios inteligentes. A medida tem como objetivo preservar o sigilo do voto.
Eleitor fará seis escolhas
Neste ano, será importante redobrar a atenção na urna. O eleitor fará seis escolhas, já que serão disputadas duas vagas para o Senado.
A ordem será:
1º – Deputado federal: quatro dígitos
2º – Deputado estadual ou distrital: cinco dígitos
3º – Senador – primeira vaga: três dígitos
4º – Senador – segunda vaga: três dígitos
5º – Governador: dois dígitos
6º – Presidente da República: dois dígitos
No caso do Senado, é necessário escolher duas candidaturas diferentes. Se o mesmo número for digitado para as duas vagas, o segundo voto será anulado.
Pode levar a “colinha”?
Sim. Com seis escolhas e diferentes quantidades de dígitos, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve os números anotados em uma folha de papel.
A chamada “colinha eleitoral” pode ajudar a tornar a votação mais rápida e reduzir erros ou esquecimentos na hora de utilizar a urna eletrônica. O celular, porém, não pode substituir a anotação em papel dentro da cabine.
E quem não cadastrou a biometria?
A ausência de biometria cadastrada, por si só, não impede o eleitor de votar.
Segundo o TSE, quem estiver com o título em situação regular poderá exercer o direito ao voto mesmo sem ter realizado o cadastramento biométrico.
Primeiro turno será em 4 de outubro
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado no domingo, 4 de outubro, com votação das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Os eleitores escolherão representantes para deputado federal, deputado estadual ou distrital, duas vagas para senador, governador e presidente da República.
Caso seja necessário segundo turno nas disputas para presidente ou governador, a nova votação será realizada em 25 de outubro.
Com a aproximação do pleito, a orientação é que o eleitor consulte antecipadamente sua situação eleitoral e o local de votação, confira os documentos que pretende apresentar e, se desejar, prepare a colinha com os números das candidaturas escolhidas.
Com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).



