Gabriel Parreiras e João Santos acompanham debate sobre auxílio em Brasília

Audiência da Câmara discute nesta quinta a situação do auxílio emergencial e os direitos das populações atingidas na Bacia do Paraopeba.

A discussão sobre o auxílio emergencial e os direitos das populações atingidas pelo rompimento da barragem em Brumadinho ganhou novo peso político nesta quinta-feira, 16 de abril, em Brasília. A Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha os rompimentos de barragens realiza audiência pública para debater a regulamentação da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens e a situação do benefício na Bacia do Paraopeba.

O tema tem impacto direto sobre Brumadinho e outros municípios da região porque envolve uma das pautas mais sensíveis da reparação: a continuidade das medidas de proteção social e o futuro do auxílio emergencial destinado a famílias atingidas.

Entre os nomes ligados a Brumadinho que acompanham a agenda em Brasília estão o prefeito Gabriel Parreiras e João Santos, ex-secretário de Desenvolvimento Social de Brumadinho. A presença dos dois reforça o peso político e institucional da participação de representantes do município no debate desta quinta-feira.

Na pauta oficial da Câmara, constam entre os convidados da audiência o prefeito de Brumadinho, Gabriel Parreiras, a prefeita de Mário Campos, Andresa Aparecida Rocha Rodrigues, além de representantes do governo federal, da Defensoria Pública da União, do Instituto Brasileiro de Mineração e do Movimento dos Atingidos por Barragens.

Além da audiência pública, a comissão também analisou medidas formais relacionadas ao tema. Entre elas está o requerimento que pede o envio de recomendação ao Supremo Tribunal Federal para manutenção das medidas de proteção às populações atingidas por barragens, com atenção especial à continuidade do auxílio emergencial decorrente do crime da Vale em Brumadinho.

O debate reforça que a reparação em Brumadinho segue aberta em várias frentes e continua produzindo efeitos políticos, sociais e institucionais. Para a região, a pauta mantém forte apelo porque trata diretamente de renda, proteção social e direitos de famílias que ainda convivem com os impactos do desastre.

MAIS NOTÍCIAS