Senado vira peça-chave em Minas e pode mudar o jogo político de 2026

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Disputa por duas vagas deve influenciar alianças estaduais, palanques regionais e movimentação de deputados em Minas

A corrida pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado Federal em 2026 começou a ganhar contornos mais claros e já movimenta partidos, lideranças estaduais e grupos políticos no interior. O tema voltou ao radar nesta terça-feira, 5 de maio, após levantamento do JOTA apontar nomes que podem disputar as cadeiras pelo estado nas eleições de outubro. A publicação destaca que três mulheres e quatro homens aparecem no campo de possíveis concorrentes às duas vagas.

Atualmente, Minas Gerais é representada no Senado por Carlos Viana, Cleitinho e Rodrigo Pacheco. Entre eles, Carlos Viana e Rodrigo Pacheco têm mandato no período de 2019 a 2027, o que coloca as duas cadeiras ocupadas por eles no centro da renovação eleitoral de 2026. Cleitinho, eleito para o período de 2023 a 2031, não terá a cadeira em disputa nesta eleição.

Embora o debate ainda esteja no campo da pré-campanha e das articulações, a disputa pelo Senado tende a ter peso decisivo na montagem das chapas majoritárias em Minas. Isso porque a composição das candidaturas ao Senado pode interferir diretamente nos palanques para governador, nas alianças nacionais e na organização das campanhas de deputados federais e estaduais em várias regiões do estado.

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de abril mostrou que a disputa pelas duas vagas ao Senado em Minas ainda está aberta. Segundo levantamento repercutido pelo Metrópoles, Marília Campos aparece à frente nos cenários testados, enquanto Carlos Viana, Aécio Neves, Domingos Sávio, Marcelo Aro, Áurea Carolina e outros nomes também aparecem nas simulações. A margem de erro informada é de três pontos percentuais.

O mesmo levantamento também mostrou que a eleição estadual segue indefinida e que a disputa pelo governo de Minas pode se cruzar com a corrida ao Senado. A Genial/Quaest ouviu 1.482 eleitores no estado e testou cenários para governo e Senado, apontando alto índice de indefinição, especialmente quando a pesquisa é espontânea.

Na prática, a briga por uma vaga no Senado não se limita aos nomes que aparecem diretamente na disputa. Ela pode redesenhar apoios em regiões como a Grande BH, o Vale do Paraopeba, o Centro-Oeste, o Norte de Minas e o Triângulo Mineiro. Deputados federais e estaduais tendem a observar com atenção quais palanques terão mais força em cada território, já que a escolha de alianças pode influenciar tempo de campanha, estrutura política, presença em municípios e capacidade de mobilização.

Para o eleitor, o Senado também tem peso direto. Cada senador representa o estado no Congresso Nacional, participa da votação de leis nacionais, sabatina autoridades, analisa indicações para tribunais superiores e atua em temas como orçamento, segurança pública, infraestrutura, educação, saúde, economia e pacto federativo.

Por isso, a disputa mineira de 2026 deve ser acompanhada não apenas como uma eleição de nomes conhecidos, mas como uma peça central do tabuleiro político. Em

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