Caso em Igarapé consta em novos flagrantes de trabalho análogo ao escravo em MG

Um caso registrado em Igarapé figura entre os novos flagrantes de trabalho análogo ao escravo em Minas Gerais, conforme a “lista suja” do governo federal, atualizada nesta semana.

No município, dois trabalhadores rurais foram resgatados em um sítio durante ações de fiscalização que resultaram na inclusão de 36 empregadores mineiros na lista.

Além da ocorrência em Igarapé, a fiscalização também identificou situações semelhantes em áreas urbanas e rurais do estado. Em Belo Horizonte, duas mulheres foram encontradas realizando serviços domésticos em residências em condições consideradas semelhantes à escravidão.

Outro caso de grande dimensão foi registrado na fazenda Olho do Sol, localizada em Tapiraí, no Centro-Oeste mineiro. No local, equipes da Superintendência do Trabalho encontraram 41 pessoas submetidas a condições degradantes. Conforme descrito no relatório, o cenário encontrado foi considerado desolador pelos fiscais.

A chamada “lista suja” do trabalho escravo é divulgada pelo governo federal a cada seis meses e reúne nomes de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Minas Gerais permanece liderando o ranking nacional, com 122 empregadores listados. Nos últimos dois anos, mais de mil trabalhadores foram resgatados em diversas regiões do estado.

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