ANM diz que vazamento não comprometeu estruturas de minas da Vale

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A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que os incidentes ocorridos nas barragens da Vale em Congonhas não comprometeram as estruturas de barragens. 

“Não houve ruptura, colapso ou comprometimento de estruturas de barragens ou pilhas de mineração nas ocorrências registradas em áreas da Vale S.A., no Complexo Mina de Fábrica, entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto (MG), e na mina Viga, em Congonhas (MG)”, publicou a ANM.

A agência acrescentou que, no caso do complexo Mina de Fábrica, “o evento esteve associado a infraestrutura instalada em área da operação, sem caracterização de falha estrutural em barragens ou pilhas de mineração”.

No domingo e segunda-feira, dois vazamentos de água de estruturas da mineradora foram registrados. Segundo a prefeitura de Congonhas, o primeiro vazamento ocorreu após o rompimento de uma barreira de contenção de água na Mina de Fábrica. Já outro vazamento foi registrado menos de 24 horas depois na mesma região, desta vez, em um sumidouro da mina Viga, também da Vale, localizada na estrada Esmeril, a cerca de 22 km do local da primeira ocorrência.

A Vale informou que já suspendeu operações nas duas minas, após receber ofício da prefeitura de Congonhas.

Palavra da Vale

Em comunicados ao mercado divulgados pela Vale, a empresa informou que os extravasamentos de água identificados nas minas foram contidos; que ninguém ficou ferido na região; e que a população e as comunidades próximas não foram afetadas.

A empresa alega que nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações em suas condições de estabilidade e segurança e elas são monitoradas de forma contínua.

Ainda segundo a Vale, não houve carreamento de rejeitos de mineração, mas “apenas água com sedimentos”.

“As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia”, acrescentou a Vale.

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