Municípios mineradores cobram punições à Vale após incidente em Congonhas

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A Associação Brasileira dos Municípios Mineradores do Brasil (AMIG) cobrou responsabilização da Vale e reparação após dois extravasamentos de rejeitos ocorrerem em minas da mineradora em Congonhas.

Os dois vazamentos, ocorridos em estruturas das minas de Fábrica e Viga em um intervalo de menos de 24 horas, causaram danos ambientais em cursos d’água afluentes do Rio Maranhão, conforme informado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

Diante dos casos, a AMIG classificou a situação como grave e cobrou “ações enérgicas” da mineradora em resposta aos incidentes.

Os impactos ambientais já são visíveis. O aumento drástico da turbidez da água, o carreamento de sedimentos que podem conter materiais tóxicos e o consequente assoreamento dos rios ameaçam a biodiversidade, a qualidade da água e aumentam o risco de enchentes futuras. A reparação integral desses danos é uma obrigação inegociável da empresa causadora”, publicou a AMIG.

Os dois incidentes, juntos, despejaram mais de 200 mil metros cúbicos de material no Rio Goiabeiras e, posteriormente, no Rio Maranhão, que é um afluente do Rio Paraopeba, contaminado pela tragédia de Brumadinho, que completou 7 anos no dia do primeiro extravasamento.

A Prefeitura de Congonhas determinou a suspensão dos alvarás de funcionamento da mineradora.

O que diz a Vale

A Vale esclareceu que os extravasamentos de água foram contidos e ninguém ficou ferido. Além disso, informou que a população e as comunidades próximas não foram afetadas.

A empresa também ressaltou que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra). 

A Vale também acrescentou que as causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e que segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.

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