Brumadinho teve durante este domingo, 25 de janeiro, uma série de atos para marcar os 7 anos da tragédia com o rompimento da barragem da Vale que matou 272 pessoas.
Familiares das vítimas, políticos e moradores da cidade se reuniram em uma missa que marcou o início da 7ª Romaria pela Ecologia Integral a Brumadinho na Praça Orides Parreira, onde foram também distribuídas 272 mudas de plantas de diferentes espécies entre os fiéis.

Após a missa, os peregrinos saíram em procissão pelas ruas de Brumadinho com destino ao letreiro na entrada da cidade, onde no dia 25 de cada mês a Avabrum realiza um ato em memória das vítimas.
No Memorial de Brumadinho, que fica a poucos metros do lugar da tragédia, a palavra “memória” foi a marca dos atos neste 25 de janeiro.
“Mais um dia 25 de janeiro, 7 anos do crime da Vale em Brumadinho. Um dia sempre de muita dor, de revolta, mas que nos obriga a ter cada vez mais força para continuar lutando por justiça e reparação. Muito obrigado a todo o povo de Brumadinho pela resiliência de nunca soltarem as mãos dos familiares e dos atingidos. Nós vamos seguir o tempo que for necessário, buscando sempre justiça e reparação por Brumadinho”, disse o prefeito de Brumadinho, Gabriel Parreiras.
Durante a cerimônia no memorial, o Corpo de Bombeiros anunciou o fim das buscas pelas duas vítimas que ainda não tiveram seus corpos encontrados: Tiago Silva e Nathália Araújo. A decisão ocorreu após 2.558 dias, mais de 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração vistoriados e 268 corpos encontrados.

“Hoje completam-se 7 anos do crime da Vale em Brumadinho e ainda dói muito pela saudade das vítimas, pela impunidade, uma vez que 7 anos depois ninguém está preso e também pela preocupação em se repetir uma vez que várias áreas do nosso estado e do nosso Brasil elas continuam em risco”, destacou o deputado federal, Pedro Aihara, que atuou nas buscas na época da tragédia como bombeiros e esteve na cidade para os atos.



