Período chuvoso pode carregar rejeitos para o Rio Paraopeba

A chegada do período chuvoso volta a abrir o debate em Brumadinho e região: a volta dos rejeitos da tragédia de 2019 ao Rio Paraopeba.

A possibilidade de que uma nova cheia carregue rejeitos para o rio e também espalhe contaminação pelo território.

Esta preocupação tem como base um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que mostra que os rejeitos continuam acumulados na calha do Paraopeba. O estudo aponta que a água superficial ainda está fora dos padrões de captação por apresentar concentrações acima dos valores de referência para vários metais e metaloides.

O levantamento mostra ainda que, no período chuvoso, há piora da qualidade da água, com aumento de contaminantes ligado à maior presença de material particulado.

Ainda conforme a análise da UFMG, 85% dos domicílios enfrentam impacto no uso da água devido à presença persistente de metais como manganês, arsênio, chumbo, mercúrio e cádmio em diferentes matrizes ambientais.

Com rejeitos ainda no rio e a contaminação considerada persistente pelos pesquisadores, a chuva funciona como um gatilho ambiental.

O estudo revela também a percepção da chamada “lama invisível”, isto é, a contaminação que não se vê, mas que circula no ambiente, reforça a sensação de ameaça.

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