Relatório da UFF aponta novas áreas de conflitos de mineração e tensões em Brumadinho são destaque

Um relatório da Universidade Federal Fluminense (UFF) aponta novas áreas de conflito ligadas à mineração no Brasil. Tensões em Brumadinho são destaque na publicação da universidade do RJ.

O estudo destaca que tensões ocorrem em diferentes territórios, envolvendo comunidades, trabalhadores e projetos em operação, o que reforça a necessidade de políticas públicas mais fortes, mecanismos de reparação e participação efetiva das comunidades atingidas.

O documento lançado este mês identificou 975 ocorrências de conflito em 736 localidades do país, ficando de fora apenas o Distrito Federal.

Dos 26 estados com registros de conflito, os que mais concentraram ocorrências foram Minas Gerais (35,2%), Pará (17,8%), Bahia e Alagoas (6,9%). Minas também liderou o número de pessoas atingidas (77%), seguida por Pará (8%) e Alagoas (6,5%).

Segundo o levantamento, entre as empresas mapeadas que mais violam os conflitos da mineração estão a Vale S.A. e a sua subsidiária Samarco-Vale-BHP, com 96 casos cada, seguidas pela Braskem 43 ocorrências, Hydro 36 casos, Belo Sun Mining com (20), Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (17), Anglo Merican e Companhia Siderúrgica Nacional cada uma com (16) Mineração Vale Verde e SIGMA, com 12 casos cada uma.

Entre os casos mapeados, Brumadinho figura como referência de conflitos ligados a reparações e à presença de grandes empresas.

O estudo traz que, no âmbito da reparação de Brumadinho, a Vale esclarece que “já executou mais de 81% dos R$ 37,7 bilhões previstos no Acordo de Reparação Integral firmado em 2021. Desde 2019, cerca de 17,5 mil pessoas fecharam acordos de indenização individual, totalizando R$ 4 bilhões. Além das indenizações, a empresa prioriza a escuta ativa das comunidades atingidas: entre janeiro de 2023 e agosto de 2024, foram realizadas 681 reuniões em 214 comunidades da Bacia do Paraopeba e Brumadinho, envolvendo aproximadamente 6.700 mil participantes”.   A empresa reitera o respeito a todas as comunidades e trabalhadores presentes nos territórios onde atua e mantêm-se permanentemente aberta ao diálogo.

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